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Caso Neymar: É possível recuperar um vídeo apagado da memória do celular?

Uma das principais provas de que Najila Trindade teria sido agredida pelo jogador Neymar, segundo a modelo, é um vídeo do segundo encontro dos dois em um hotel em Paris, gravado em maio deste ano. As cenas estariam armazenadas em um tablet que, de acordo com o depoimento dela à polícia, foi furtado da sua casa.

A saída das investigações se concentra então em analisar o celular da jovem, dispositivo usado para gravar os dois. A recuperação de um backup do dispositivo seria o caminho mais fácil. Mas, caso ele não exista ou o vídeo tenha sido deletado posteriormente, ainda existe a possibilidade de recuperar as imagens se elas realmente existirem.

Como isso funciona?

O celular da modelo ainda não foi entregue à Polícia Civil — fato que resultou na renúncia do advogado de defesa da modelo. Mas, caso isso aconteça, os peritos digitais poderão analisar o dispositivo e usar algumas ferramentas específicas para a missão.

“Quando você apaga um arquivo, não significa que ele foi completamente deletado do celular ou do computador. O que o sistema faz é uma configuração para que ele não seja exibido, porém, o conteúdo ainda permanece registrado até que um novo o sobrescreva”, explica José Milagre, perito em crimes cibernéticos.

Isso é possível porque qualquer item que você baixe ou salve deixa pegadas na memória do aparelho, e os peritos conseguem encontrá-lo seguindo esses rastros digitais. Para isso, eles usam alguns programas que dão acesso às áreas não visíveis para o usuário, como o conteúdo apagado.

Segundo Milagre, é razoavelmente fácil recuperar mídias ou chats, mesmo que tenham sido apagados há meses, porque as memórias dos dispositivos costumam ser muito extensas.

“Seria como destruir uma ficha de referência para um livro em uma biblioteca. Desta forma, o arquivo pode continuar disponível, mas precisa ser localizado e indexado novamente”, afirma Giuliano Giova, diretor do IBP (Instituto Brasileiro de Peritos).

“Tanto no WhatsApp quanto para o Telegram, é possível aplicar técnicas forenses para acessar dados que tenham sido deletados por meio da interface do usuário, mas que continuam disponíveis na memória do celular”, diz Giuliano Giova.

A dificuldade de acesso a esses dados, no entanto, aumenta dependendo do tipo do aparelho e do aplicativo em que a troca de conversas foi realizada. Alguns fabricantes de celulares protegem os dados remanescentes, de acordo com o IBP. No caso dos aplicativos, a dificuldade pode aumentar se o usuário colocou senha de acesso ou habilitou a autenticação em dois fatores, e se há criptografia.

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