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Jogamos: bom de jogar, "Black Ops 4" é aposta arriscada para "Call of Duty"

Passado ou futuro? Com lançamento em 12 de outubro para PC, PlayStation 4 e Xbox One, “Black Ops 4”, novo título da franquia “Call of Duty”, não deverá ir para nenhum desses extremos.

Essas “viagens no tempo” marcaram os últimos lançamentos da franquia. E, normalmente, elas levavam os jogadores a épocas diametralmente opostas: enquanto 2016 marcou a chegada do futurista e espacial “Infinite Warfare”, 2017 teve o lançamento de “WW2”, que trazia de volta a Segunda Guerra Mundial e levava a franquia de volta às suas origens.

O UOL Jogos teve a oportunidade de testar o jogo por alguns minutos durante um evento promovido pela Activision em São Paulo e pode comprovar que, ao menos em tese, a intenção do jogo é oferecer uma experiência na qual a época do game não irá influenciar tanto a sua jogabilidade.

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Assumindo riscos

A primeira razão para isso acontecer diz respeito a uma aposta ousada da Activision e da Treyarch, desenvolvedora do jogo: “Call of Duty: Black Ops 4” não terá um modo campanha.

Será a primeira vez que isso ocorre na série, o que é algo curioso considerando que alguns dos principais momentos da franquia ocorreram em passagens desse modo para um jogador.

Em seu lugar haverá um modo battle royale, no melhor estilo “PUBG” e “Fortnite”. Além dele, o já tradicional modo Zombie e o multiplayer convencional estarão entre as opções para os jogadores.

Toda a parte narrativa do jogo se concentrará nas chamadas “Solo Missions”, missões do modo multiplayer que terão um componente de história. Ao menos por ora, no entanto, não está claro como isso será feito.

De qualquer maneira, a decisão da Activision e da Treyarch não rendeu tantas críticas quanto o esperado. Ou seja, nada perto do que ocorreu há dois anos, quando “Call of Duty: Infinite Warfare” foi revelado e seu trailer no YouTube foi bombardeado por críticas – hoje, o vídeo acumula 590 mil reações positivas contra 3,7 milhões de reações negativas. Pensando de maneira objetiva, a decisão faz sentido, uma vez que a maior parte das horas gastas pelos jogadores no game tende a ser no modo multiplayer.

Além disso, produzir um modo campanha também sai caro, especialmente se considerarmos a participação de atores famosos e todo o processo de dublagem.

Na prática 

A única modalidade disponível para testes durante o evento da Activision era o multiplayer tradicional. Aqui, o primeiro ponto que chama a atenção é que o game tenta oferecer uma experiência de combate mais contemporâneo.

Ou seja: o jogador não está na Segunda Guerra, como aconteceu em “WW2”, mas também não anda pelas paredes ou usa equipamentos extremamente futuristas como ocorreu em “Black Ops 3” e “Infinite Warfare”.

A Activision chama essa experiência de “boots on the ground”, o que poderia ser traduzido como “pés no chão”. E é justamente dessa forma que boa parte dos encontros com inimigos ocorrem , com elementos de verticalidade praticamente limitados por elementos do cenário, como plataformas mais altas ou passagens elevadas.

A experiência, no entanto, não é tão simples quanto parece. E isso fica claro ao notarmos que há uma quantidade interessante de combinações possíveis entre qual personagem você irá utilizar e qual classe de equipamentos você irá escolher.

Cada personagem possui habilidades específicas, como poder usar um lança-granadas ou, ainda, armar barreiras com arame farpado em portas e ativar um escudo para esperar o primeiro azarado que ficar preso no local.

Uma vez definido o personagem, é possível escolher classes pré-determinadas de equipamentos ou personalizar completamente o que você levará para a batalha. Para tal, há uma “cota” de equipamentos, que é preenchida da maneira que o jogador bem entender.

Diferente, mas familiar

Isso adiciona uma camada estratégica à jogabilidade do game, uma vez que abre a possibilidade para o jogador combinar essas características com armas específicas, criando personagens únicos e poderosos.

Outra novidade considerável é que equipamentos como granadas agora não têm um uso limitado “por vida”, mas sim um período de “resfriamento”. Ao arremessar uma granada, por exemplo, ela ficará disponível novamente depois de um tempo determinado. Isso ajuda a evitar táticas baratas – como fazer chuvas de granadas -, especialmente em partidas que envolvem a conquista de objetivos.

Outra novidade diz respeito à recuperação de energia. Uma vez atingido por um tiro, explosão ou golpe físico, o jogador não recupera energia automaticamente. Para isso, é necessário usar um item – que também segue a lógica de disponibilidade por tempo. É mais um recurso que os jogadores precisarão pensar antes de usar.

Fora isso, qualquer fã de “Call of Duty” reconhecerá “Black Ops 4” como um game da série após pouco tempo de jogo. O combate é ágil e privilegia jogadores que conhecem bem os mapas e sabem se posicionar. Isso porque, salvo raríssimas exceções, ver um inimigo antes é pré-requisito para quem deseja ficar vivo por mais tempo – e, por tabela, ter acesso aos desejados “scorestreaks”, as recompensas que o jogador recebe conforme acumula pontos sem morte.

O mesmo vale para o sensação que cada arma transmite ao ser disparada e sua consequente utilidade. Um jogador que utiliza um rifle de assalto tende a jogar de forma completamente diferente de quem usa uma submetralhadora. Soma-se isso a mapas com diversas zonas de atrito e temos maneiras distintas de encarar uma partida do game.

Se o modo multiplayer convencional parece bem encaminhado, resta sabermos se as demais modalidades de “Call of Duty: Black Ops 4” terão conteúdo suficiente para justificar a ausência da campanha no game

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