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Levar segurança, saúde e lazer a idosos é o desafio da tecnologia atual

 

Startups podem ajudar no processo de incluir os idosos: pesquisar, refletir e buscar dados que indiquem caminhos para colocar serviços privados e públicos ao alcance de pessoas com mais idade (foto:Freepik)

O mais novo produto de uma empresa britânica chamada Centrica vem sendo um enorme sucesso de vendas desde dezembro passado por ser prático, criativo e focar em um público diferente do habitual para aplicativos: os idosos. Acontece que existe uma situação e um mercado a serem considerados aqui. O ritmo de envelhecimento da população mundial está aumentando drasticamente – em 2050, espera-se que os maiores de 60 anos cheguem a 2 bilhões de pessoas (bem mais que os 900 milhões atuais). E a tecnologia começa a olhar muito para isso.

O aplicativo da Centrica, o Hive Link, funciona assim: permite que familiares monitorem pessoas com mais idade usando sensores em portas, armários e até mesmo em eletrodomésticos. O programa é projetado para aprender a rotina do idoso e notificar alguém se eles se desviarem dela – saindo de casa em horários estranhos ou deixando uma panela esquecida no fogão, por exemplo.

A empresa britânica foi acelerada por um hub norte-americano que procurou durante anos por um parceiro que olhasse especificamente para o desafio de atender pessoas idosas. Uma porta-voz explicou que, hoje, sensores, robôs de serviço e dispositivos de diagnóstico têm que ser pensados “para ajudar as pessoas a envelhecer graciosamente e evitar que os problemas de US$ 100 se transformem em contas de US$ 100 mil”.

Um mercado com vida longa

A linha de pensamento está bastante correta quando lembramos que, apenas no Brasil, segundo dados do IBGE, o número de idosos deve dobrar até 2042 – e, portanto, os serviços dirigidos aos mais velhos são, a partir de agora, uma meta para a tecnologia também.

Duas questões importantes surgem quando se pensa em idosos e tecnologia, porém. A primeira é que, lembrando que apenas 1/3 a 1/4 das pessoas no mundo com mais de 65 anos usam a internet e aparelhos como laptops e smartphones (dependendo do país pesquisado; no Brasil, somente 25% deles está conectado). Portanto, criar soluções voltadas aos mais velhos é algo que precisa partir dos mais jovens.

É uma questão de pesquisar, refletir e buscar dados que indiquem caminhos para colocar serviços privados e públicos ao alcance de pessoas com mais idade. Em Barcelona, cidade que se tornou um celeiro de startups e também terreno fértil para o GovTech (soluções aplicadas ao setor público), duas das mais bem-sucedidas empresas do momento foram fundadas por uma moçada focando nos idosos – a CerQana e a Cuideo monitoram a saúde de maneira remota e digitalizam atendimentos.

A segunda questão, aliás, é exatamente essa: quando se pensa em atender a um cidadão idoso, a maioria de nós ainda imagina que a solução tenha a ver apenas com a saúde. Realmente, as HealthTechs (startups que atuam na vertical da saúde) são ferramentas poderosas nesse sentido. Hoje, são muitas as empresas dedicadas aos apps que lembram e orientam sobre medicação, controlam prontuários e criam serviços para digitalizar, por exemplo, o homecare para o idoso. Mas não é só isso.

Entre as startups consideradas mais originais e revolucionárias por muitos investidores, brilham ideias que extrapolam a saúde em si. É o caso da Rendever, que já atua nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e funciona como ferramenta de realidade virtual para levar lazer até mesmo ao idoso que não pode viajar – mostrando lugares por todo o mundo (sua cidade-natal, por exemplo) levando a sensação de experimentar outros ambientes e evitando depressão e tendência ao isolamento.

Outra startup que vem ganhando espaço é a Papa, que já opera em todo o estado da Flórida, EUA. A empresa se define, de modo irreverente, como um serviço de “netos sob demanda”: o aplicativo conecta cidadãos idosos com jovens universitários cadastrados para ajudar com as compras, caronas, instalação e compreensão de informática.

Cabe a todos os que convivem com idosos olhar para esses desafios e abordá-los com ideias inovadoras e ações – como fazem as startups. E então, ao alcance de alguns cliques, a idade avançada deixará de ser apenas uma “questão complicada” e passará a ser uma solução tecnológica.

 

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