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Segunda Guerra é retratada em teaser de Midway – Batalha em Alto Mar; assista

Stephen King não é um fã de O Iluminado. Dirigido por Stanley Kubrick, o clássico de 1980 adapta os acontecimentos sobrenaturais narrados do romance homônimo de King com um viés mais dúbio, psicológico e secular que, para o escritor norte-americano, traíram sua visão. Em resposta, o autor não só escreveu e produziu uma minissérie de TV (fraquíssima), como também lançou uma sequência para o livro original em que ativamente refuta todas as mudanças levadas às telas de cinema: Doutor Sono.

“Eu sempre pensei que a maior diferença entre a minha perspectiva e a de Kubrick era essa: no meu romance, a história termina em fogo, e no filme dele, em gelo”, critica King no documentário A Night At The Movies: The Horrors of Stephen King (2011). “Eu costumo descrever O Iluminado, o filme, como um belo carro, mas sem motor”.

Neste ano, o diretor Mike Flanagan leva às telas a sua visão dessa continuação – sua segunda adaptação de Stephen King, após o excelente Jogo Perigoso, da Netflix. É um projeto que já seria ambicioso se tentasse só transportar a obra de King ao cinema, mas que extrapola expectativas ao se revelar mais que isso: o cineasta espera conseguir unir as visões de King e Kubrick, que morreu em 1999, num filme que sirva tanto como adaptação fiel (em espírito) ao autor e continuação do clássico estrelado por Jack Nicholson. O mais surpreendente: com o apoio explícito do escritor.

“A conversa que tínhamos de ter era se conseguiríamos fazer tanto uma adaptação fiel ao livro [Doutor Sono], mantendo as bases postas ali por King, quanto continuar habitando o universo criado por Kubrick”, explicou Flanagan à publicação norte-americana Entertainment Weekly. “E essa era uma conversa que, para podermos começar com tudo, tínhamos de ter com o próprio Stephen King. Se ela não tivesse seguido o caminho que seguiu, não teríamos feito o filme”.

O segredo para convencer o autor a endossar o projeto, segundo o cineasta, foi tentar explicar meticulosamente por que era essencial ao projeto retomar, acima de tudo, as imagens de Kubrick que estabeleceram o Hotel Overlook – onde tanto livro quanto filme se passam. “Nosso argumento deu surpreendentemente certo, e saímos da conversa não só com sua bênção para fazer o que fizemos, como também seu encorajamento”.

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