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Solucionando problemas antes que eles ocorram – Negócios

Em meio ao desafio da concorrência progressiva nos mais diversos mercados e segmentos, as empresas batalham diariamente para conseguir fazer mais com menos recursos. Para progredir neste sentido, é preciso manter uma série de sistemas cada vez mais complexos funcionando em ambientes de missão crítica. Manter todos os processos em um ambiente saudável e livre de problemas, contudo, é um desafio bastante ousado, e que depende de soluções em constante evolução.

Neste cenário, ter um profissional que cuida da infraestrutura simplesmente não se compara a poder contar com um ambiente autoanalisável e automatizado. Com os serviços baseados em nuvem, hoje é possível operar softwares como serviços que usam a Inteligência Artificial (I.A.) para resolver problemas antes mesmo de eles acontecerem. O tão aguardado Red Hat Enterprise Linux 8, lançado no Red Hat Summit 2019, realizado em Boston no início de maio, é uma amostra perfeita dessa nova realidade. Aliás, esse evento foi um ótimo exemplo onde concorrentes tradicionais compartilharam o mesmo palco: a CEO da IBM (Ginni Rometty) e o CEO da Microsoft (Satya Nadella) participaram no mesmo dia do Summit ao lado do CEO da Red Hat (Jim Whitehurst). Esse é o novo mundo “open”.

O RHEL 8 extrapola o conceito de sistema operacional: é uma infraestrutura que agrega serviços baseados em rede e inteligência artificial. A nova versão agora também oferece o serviço Insights, que extrai conhecimento dos dados de clientes globais (despersonificados e criptografados) e torna possível a manutenção preditiva. O serviço de manutenção preditiva consegue detectar, a partir da configuração atual do parque de servidores (tanto ‘on-premise’, como em clouds públicas), comparando com a base de clientes globais, se um determinado servidor ou grupo de servidores, está sujeito a alguma vulnerabilidade de segurança, problemas de estabilidade, disponibilidade ou performance.

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Todas as versões do Red Hat Enterprise Linux ainda suportadas, a partir de agora, já vem com o Insights incluso.

O serviço oferece ações a serem tomadas para manter o ambiente mais estável e com um SLA maior: ações que vão desde a instalação de patches até sugestões de configurações mais robustas e seguras. Essas recomendações, inclusive, podem se transformar em um script automatizado a ser executado em um motor Ansible instalado no ambiente, os chamados “playbooks”. Essa funcionalidade proporciona às empresas a segurança e o conforto de que a IA irá identificar o risco de falhas de segurança e possíveis erros de configuração no menor timing possível; inclusive classificando as ações por prioridades e, o melhor, de forma automatizada – o que minimiza a possibilidade de erro humano.

Não é por acaso que as organizações estão indo, nem que seja parcialmente, para a nuvem: é um caminho sem volta. A nuvem é a grande infraestrutura que disponibiliza serviços tão complexos como os baseados em IA, por exemplo. Neste contexto, mais e mais empresas estão utilizando múltiplas nuvens, cada uma com suas características, incluindo on-premise. O grande ponto é tomar cuidado para não ficar preso a essas nuvens, no chamado lock-in. A solução para esse paradigma são as plataformas de containers, que permitem utilizar várias nuvens e on-premise de maneira a abstrair as características proprietárias de cada ambiente. Assim é possível implementar o que chamamos de multi-cloud híbrida e aberta, podendo mover de uma infraestrutura de nuvem para outra sem a necessidade de mudanças nas aplicações, envolvendo esforços de migrações e conversões.

Inicialmente, o primeiro movimento das empresas foi explorar o potencial da nuvem quando o conceito surgiu nos anos 2000. Hoje a grande meta é conseguir tirar o melhor proveito dessa inovação sem ficar preso a contratos e especificações, tendo a liberdade de se mover para outros provedores quando conveniente e necessário. Essa portabilidade é encontrada no Red Hat OpenShift, onde a versão 4 da plataforma de containers também foi lançada durante o Red Hat Summit desse ano.

A nova versão da plataforma de containers permite lidar com os “transbordos” de datacenter da melhor maneira possível: utilizar a nuvem que é mais barata naquele momento ou possui maior qualidade para o seu objetivo. Esses recursos conferem uma grande vantagem competitiva às empresas. Ao diminuir a barreira de entrada ao mercado, eles permitem o nascimento de startups com ideias supercriativas originadas a partir de tecnologias, infraestrutura e ambientes computacionais que antes se encontravam disponíveis apenas para companhias muito grandes.

Mas essa transformação digital não se restringe somente a habilitar pequenos empreendedores. As grandes corporações, paralelamente, também estão investindo em aceleradoras e incubadoras a fim de capturar essas “faíscas inovadoras” proveniente das startups com o intuito de absorver e utilizá-las a serviço de conceitos próprios. Esse novo movimento deverá desconstruir antigos preconceitos e eliminar pontos de vista limitantes como, por exemplo, a percepção de que os bancos são conservadores demais em relação às inovações tecnológicas – quando, na realidade, quem mais inova atualmente são os serviços financeiros. Mas isso é assunto para um próximo artigo.

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